sexta-feira, 27 de maio de 2016

respeito. respeito. respeito!

eu gostaria de não sentir medo. não sou paranóica. sou mulher.

eu gostaria de ouvir elogios sinceros e de quem me conhece. não sou blasé. sou mulher.


eu gostaria de, em entrevistas de emprego, não ser assediada. não sou chata. sou mulher.


ouvir de futuro empregador que sou linda não diz nada sobre minhas competências, aliás, não é isso que eu gostaria de ouvir.


eu gostaria que os homens não fossem ameaças ao meu corpo, não somente na hora que pego um táxi na volta da balada, mas durante a balada. desde o cara que me puxa pelo braço porque "quer me conhecer". assim, à base de força, até o cara que acha simplesmente porque você está feliz , é educada e simpática, está "dando mole" e quer automaticamente ele. seu falo. seu glorioso e único poder. 


eu gostaria que minhas palavras fossem ouvidas e respeitadas. não sou burra. sou mulher.
"manterrupting" não é invenção. é realidade. 


eu gostaria que meus erros fossem compreendidos e não repreendidos. não sou incapaz. não sou sensível demais. sou mulher.


eu gostaria que relacionamentos abusivos fossem extintos. que homens tivessem mais consciência do seu desenvolvimento afetivo-psicológico, porque masculinidade não é, de forma alguma sinônimo de abuso de poder, autoritarismo. tampouco de embotamento de emoções.


eu gostaria que a misoginia fosse um termo passado. 


ainda tenho esperança! 

Um comentário:

maria josé disse...

Parabéns! Texto maravilhoso!

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